
A conta oficial da Pokémon no X, com mais de 8 milhões de seguidores, foi comprometida em 27 de agosto de 2026 para divulgar um suposto memecoin oficial chamado $POKEMON. A The Pokémon Company recuperou o controle do perfil cerca de 30 minutos depois, removeu as publicações fraudulentas e negou qualquer vínculo com projetos ou tokens de criptomoedas.
Conta oficial de Pokémon foi usada para divulgar o falso $POKEMON
Os invasores aproveitaram a janela das celebrações do 30º aniversário da franquia para dar credibilidade ao golpe. As publicações não autorizadas apresentavam o $POKEMON como um token oficial ligado à data comemorativa, incluindo um endereço de contrato e um link que imitava o site legítimo do aniversário.

O conteúdo permaneceu ativo por aproximadamente meia hora antes de a empresa retomar o acesso à conta. Depois de recuperar o controle, a The Pokémon Company apagou todas as postagens fraudulentas e publicou um comunicado esclarecendo que não criou nem aprovou qualquer promoção de criptoativos, pedindo desculpas pela confusão gerada entre os seguidores.
Episódios como esse se somam a um padrão já observado no mercado cripto, em que contas verificadas com grande audiência são sequestradas para dar aparência de legitimidade a memecoins sem qualquer relação real com a marca explorada. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir os riscos de engenharia social por trás de grandes hacks no setor, a falha humana e a exploração de confiança seguem tão relevantes quanto vulnerabilidades técnicas em contratos ou protocolos.
Por que o golpe parecia plausível
A combinação de uma data comemorativa real, uma conta com décadas de reconhecimento e um link que replicava a estética de uma página oficial reduziu os sinais de alerta que normalmente acompanham promoções anônimas de memecoins. O público da Pokémon é amplo e inclui muitos fãs casuais, que não necessariamente estão familiarizados com práticas básicas de segurança cripto, como desconfiar de endereços de contrato publicados sem contexto prévio.

A orientação prática diante de casos assim é simples: nenhuma conta, por mais tradicional que seja, deve ser tomada como prova de legitimidade quando anuncia um token do nada, sem histórico de comunicação sobre criptoativos. A confirmação deve vir de canais oficiais múltiplos e de cobertura por veículos confiáveis antes de qualquer interação com contratos ou links promovidos.
O caso também reforça a importância de checar a camada de apresentação de qualquer site ligado a uma promoção de token, já que páginas falsas costumam replicar o visual de comunicações legítimas para ganhar confiança. Como abordamos ao tratar de riscos de segurança na camada de frontend em projetos DeFi, interfaces comprometidas ou clonadas são um vetor recorrente nesse tipo de fraude. Vale ainda lembrar que memecoins, mesmo quando não fraudulentos, exigem avaliação criteriosa de liquidez e atividade on-chain antes de qualquer decisão, como mostramos ao analisar as dúvidas levantadas por dados on-chain sobre o Memecore.
Até o momento, a The Pokémon Company não detalhou o método de invasão nem confirmou perdas financeiras associadas ao episódio, limitando-se a informar que a conta foi assegurada e o conteúdo fraudulento removido.
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