Bankinter aposta na Bit2Me e reforça corrida bancária por cripto

Bitcoin União Europeia
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O banco espanhol Bankinter entrou na rodada de financiamento da exchange Bit2Me, adquirindo uma participação minoritária para acelerar a expansão cripto na União Europeia. O anúncio não provocou reação direta em preços de tokens específicos, mas reforçou o fluxo institucional para infraestrutura cripto regulada, um dos principais vetores de longo prazo do setor. O movimento ocorre em meio à consolidação do mercado europeu sob o regime MiCA, que tem atraído bancos tradicionais para parcerias em vez de desenvolvimento interno.

Embora não haja um ativo listado diretamente ligado à Bit2Me, o contexto é construtivo para o mercado: o Bitcoin (BTC) opera em torno de US$ 43.200, com alta de 1,8% nas últimas 24h e volume diário próximo de US$ 22 bilhões, refletindo um ambiente de risco controlado enquanto investidores monitoram adoção institucional. No gráfico diário, o RSI do BTC está em 54 pontos, zona neutra, enquanto o MACD segue levemente positivo, sinalizando continuidade da consolidação.

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Esse pano de fundo reforça a narrativa macro de integração entre bancos e cripto, um tema que também afeta investidores brasileiros atentos à evolução regulatória global e seus reflexos no mercado local.

O que está por trás do investimento do Bankinter?

Na prática, o Bankinter passa a ter exposição direta à Bit2Me, exchange espanhola que se tornou a primeira fintech de língua espanhola autorizada como provedora de serviços cripto sob o regulamento MiCA, em 29/07/2025. Essa licença permite à empresa operar legalmente em 27 países da UE, reduzindo risco regulatório — um fator crítico para bancos.

A Bit2Me já havia atraído nomes como Telefónica, BBVA e Unicaja, além de um aporte de €30 milhões liderado pela Tether. Segundo Yellow.com, bancos europeus veem exchanges licenciadas como uma forma mais eficiente de acessar liquidez cripto sem assumir custos operacionais elevados.

Instituições aceleram adoção cripto regulada na Europa

O investimento do Bankinter reforça uma tendência mais ampla de adoção institucional cripto, na qual bancos preferem parcerias estratégicas a construir infraestrutura do zero. Esse modelo reduz riscos de compliance e acelera o time-to-market, especialmente em um ambiente regulado como o europeu.

Para o mercado, isso fortalece a percepção de maturidade do setor. Exchanges reguladas tendem a concentrar liquidez e usuários, o que pode pressionar players menores e beneficiar plataformas com licenças completas, como Bit2Me, Binance e Coinbase na UE.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para investidores do Brasil, o sinal é indireto, mas relevante: bancos globais seguem validando cripto como infraestrutura financeira, não apenas como ativo especulativo. Esse movimento dialoga com tendências vistas em bancos tradicionais em cripto e pode acelerar ofertas reguladas também na América Latina.

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Por outro lado, o avanço institucional não elimina riscos. A adoção tende a ser gradual, e o impacto em preços depende de aumento real de volume e usuários. No curto prazo, o mercado segue sensível a política monetária e fluxo de ETFs, enquanto no longo prazo a consolidação regulatória pode reduzir volatilidade estrutural.

Em síntese, a entrada do Bankinter na Bit2Me não mexe diretamente nos gráficos hoje, mas fortalece um dos pilares mais importantes para o ciclo cripto atual: a integração entre finanças tradicionais e infraestrutura digital regulada.

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